A publicidade na Busca Móvel

Após 14 anos da abertura da Internet para fins comerciais, a rede passou a ser usada por milhões de pessoas e várias companhias aproveitaram essa audiência para estabelecer seus modelos de negócios baseados em publicidade. Dentre todas elas o maior destaque é o Google, empresa americana que deve faturar algo como US$ 20 bilhões em 2008. O grande ovo de colombo do Google foi descobrir que podia exibir anúncios contextuais de baixo custo e em momentos de alta relevância para os usuários.

Agora a fronteira da publicidade digital é os dispositivos móveis. Isso significa que é nos dispositivos móveis que a publicidade deve crescer mais rapidamente nos próximos anos , e onde ainda não há um formato consolidade de publicidade. Porém, o modelo de links patrocinados contextuais já tem sido usado nos dispositivos móveis , lógico que ainda como teste, ainda não se sabe se a fórmula dos links patrocinados funcionará na mobilidade.

Mas, vamos abordar uma problemática da busca móvel. O fato de buscar através de um celular abre espaço para um novo tipo de cobrança, o PPC (Pay per Call ou Pague por Chamada). Desta maneira, o usuário ao fazer uma busca através de um dispositivo móvel, é impactado por um anúncio publicitário e, ao clicar nele, ao invés de ser encaminhado ao site do anunciante, entra em contato telefônico com a empresa do anúncio. Isso é interessante para o usuário, pois pode solicitar o que deseja diretamente a um atendente, e não precisa perder tempo tentando se encontrar nas páginas de um site; e é bom para o anunciante que não sabe direito como montar estratégicamente sites e que pode mensurar com a ainda mais acurácia os resultados de uma campanha. Mas, cabe aqui uma pergunta singela: quem paga o custo da ligação?

Convenhamos que o custo de uma ligação de celular é alto. Desta forma, é justo que o usuário, que deseja adiquirir um produto anunciado, arque sozinho com os custo da ligação? Mas, e se o anunciante decidir pagar tudo, inclusive a ligação, ele não ficaria exposto a trotes além de aumentar os custos de uma campanha ao ponto de torná-la inviável? Qual é a melhor alternativa, então? E se incluirmos aí a problemática da publicidade baseada na localização. É correto que os anunciantes tenham acesso a localização de um cidadão comum?

Não vou propor respostas a essas perguntas, mas esses casos servem para ilustrar que ainda não se chegou a um formato consolidado da publicidade móvel, nem para a busca móvel. O que demonstra que quem acreditar que a publicidade através de dispositivos móveis será algo rentável no futuro tem de entrar agora com a mentalidade de um "experimentador" e não de um "operador", ou seja, tem que participar das discussões de como se dará a publicidade nesses meios, e não esperar encontrar uma forma pronta de se fazer a publicidade móvel.

Com quantos banners se faz um anúncio?

No mundo dos banners, tamanho é documento, sim.


Em janeiro deste ano, um anúncio da Apple, da famosa campanha “Get a Mac“, apareceu no site do The New York Times, um dos mais acessados sites de notícia do mundo.

Valendo-se de múltiplos banners, o anúncio me parece das idéias mais geniais para chamar atenção no nicho dos sites noticiosos, com tantas, digamos, restrições de espaço reservado à publicidade.




Publicidade na TV digital

Criar publicidade para a televisão pode se tornar um pouco desafiador. Elementos que imaginávamos num futuro mais distante vão poder estar ao nosso alcance antes do que imaginávamos. Interatividade é a principal delas. Ainda existe alguns questionamentos em torno disso, mas algumas tentativas foram feitas em outros países e acredito que poderão acontecer aqui no Brasil em breve (aqui pode se entender em um período de 10 anos). Para que ela aconteça e atinja a toda a população brasileira, primeiro precisa-se implantar a tecnologia no País. Além disso, é necessário que exista um período de transição para que, tanto os espectadores quanto os profissionais da área, se adaptem a essa nova realidade.
As vantagens trazidas pela interatividade serão muitas, mas a principal vai ser o contato direto do anunciante com seu público. Este contato poderá trazer, para o anunciante, informações para que um perfil seja traçado e, assim, possibilita o aperfeiçoamento das estratégias de comunicação com os clientes. Essas informações podem ser pedidas quando o espectador estiver assistindo a um comercial e, por exemplo, quiser acessar a informações mais específicas de um serviço ou da própria empresa e, esses dados do anunciante serão disponibilizadas por eles mesmos. Para aprofundar sobre algumas questões de interatividade, recomendo um artigo que li e achei interessante. Existe uma parte dele que é mais técnica, mas achei interessante. A interatividade é tratada baseada no iMEDIA System, um projeto que se direciona para o agrupando e segmentando consumidores no ambiente da TV digital.

Outro desafio serão os gravadores de conteúdo. Ao ter essa possibilidade em mãos, o espectador poderá "pular" o intervalo comercial no momento em que estiver assistindo ao seu programa gravado. É um desafio para os publicitários que deverão pensar em uma forma criativa para fazer com que o público-alvo do anunciante assista à propaganda. O vídeo abaixo é sobre uma marca de gravador americano, Tivo.


Ainda existem outras mudanças que são apenas especulações, como o uso de links patrocinados para que o espectador faça downloads de comerciais que tiver interesse. Pensa-se que, inicialemente, algumas ferramentas utilizadas pela internet poderão ser inseridas na publicidade da TV digital, como aconteceu há alguns anos atrás, quando apropriou-se de alguns elementos da publicidade televisiva para inserir a publicidade na internet e, aos poucos, foi se adaptando para que pudesse "funcionar" melhor neste ambiente específico. Assim, acredita-se que a fase de adaptação da publicidade para a TV digital constará de alguns elementos de internet e ainda a publicidade no formato tradicional, o conhecido comercial de 30 segundos. Alguns exemplos foram utilizados para a pesquisa e já postados aqui no blog. Através deles, é possível conferir o que já se fez no exterior e que talvez possa ser feito por aqui.