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Publicidade na TV digital

Criar publicidade para a televisão pode se tornar um pouco desafiador. Elementos que imaginávamos num futuro mais distante vão poder estar ao nosso alcance antes do que imaginávamos. Interatividade é a principal delas. Ainda existe alguns questionamentos em torno disso, mas algumas tentativas foram feitas em outros países e acredito que poderão acontecer aqui no Brasil em breve (aqui pode se entender em um período de 10 anos). Para que ela aconteça e atinja a toda a população brasileira, primeiro precisa-se implantar a tecnologia no País. Além disso, é necessário que exista um período de transição para que, tanto os espectadores quanto os profissionais da área, se adaptem a essa nova realidade.
As vantagens trazidas pela interatividade serão muitas, mas a principal vai ser o contato direto do anunciante com seu público. Este contato poderá trazer, para o anunciante, informações para que um perfil seja traçado e, assim, possibilita o aperfeiçoamento das estratégias de comunicação com os clientes. Essas informações podem ser pedidas quando o espectador estiver assistindo a um comercial e, por exemplo, quiser acessar a informações mais específicas de um serviço ou da própria empresa e, esses dados do anunciante serão disponibilizadas por eles mesmos. Para aprofundar sobre algumas questões de interatividade, recomendo um artigo que li e achei interessante. Existe uma parte dele que é mais técnica, mas achei interessante. A interatividade é tratada baseada no iMEDIA System, um projeto que se direciona para o agrupando e segmentando consumidores no ambiente da TV digital.

Outro desafio serão os gravadores de conteúdo. Ao ter essa possibilidade em mãos, o espectador poderá "pular" o intervalo comercial no momento em que estiver assistindo ao seu programa gravado. É um desafio para os publicitários que deverão pensar em uma forma criativa para fazer com que o público-alvo do anunciante assista à propaganda. O vídeo abaixo é sobre uma marca de gravador americano, Tivo.


Ainda existem outras mudanças que são apenas especulações, como o uso de links patrocinados para que o espectador faça downloads de comerciais que tiver interesse. Pensa-se que, inicialemente, algumas ferramentas utilizadas pela internet poderão ser inseridas na publicidade da TV digital, como aconteceu há alguns anos atrás, quando apropriou-se de alguns elementos da publicidade televisiva para inserir a publicidade na internet e, aos poucos, foi se adaptando para que pudesse "funcionar" melhor neste ambiente específico. Assim, acredita-se que a fase de adaptação da publicidade para a TV digital constará de alguns elementos de internet e ainda a publicidade no formato tradicional, o conhecido comercial de 30 segundos. Alguns exemplos foram utilizados para a pesquisa e já postados aqui no blog. Através deles, é possível conferir o que já se fez no exterior e que talvez possa ser feito por aqui.

Vídeos utilizados como exemplos de publicidade em TV digital

Publicidade Interativa da Nissan:




Publicidade Interativa da cerveja Grolsch:




Publicidade em slow motion da Orange:




Testes de transmissões na TV digital, produzidos pela C.E.S.A.R. para a Rede Globo:




Renovando a publicidade na TV

A minha pesquisa se concentra no estudo das tendências da publicidade com a mudança para a tecnologia digital. Muitos podem achar que não vai mudar muito, ou que vamos demorar para ver o resultado por aqui. Claro que devemos ser realistas: realmente vai demorar para que todos os cidadãos brasileiros possam usufruir de todas as ferramentas que deverão ser oferecidas pelo novo sistema. Mas, por mais que isso seja algo a ser conquistado a longo prazo, as agências publicitárias e as redes de TV já devem estar preparadas para essa mudança. Alguns aspectos vão mudar não só na transmissão, mas também na forma de se assistir e produzir TV e também comerciais.
Essas mudanças e suas consequências são objetos do meu estudo, que foi baseado em anúncios já produzidos fora do Brasil para atender a esta nova demanda. Provavelmente acontecerá o mesmo por aqui. Não é certeza, até porque devemos adaptar essas mudanças para a nossa realidade, mas pode-se dizer que a publicidade brasileira tentará, primeiramente, seguir o que está acontecendo no exterior e, aos poucos, ir se encaixando de acordo com as necessidades dos consumidores brasileiros (que, cada vez mais, estão se tornando tão exigentes quanto os consumidores de fora do país).